Vi uma menina à janela,
Com o seu cabelo ao luar.
Gostei tanto, tanto dela,
Nunca mais a quis deixar!
Todas as noites de lua cheia,
Ela punha os cabelos à janela.
Já estava comprometido a casar,
Mas queria que a minha esposa fosse ela.
Fui ter com o meu pai,
E expliquei-lhe a situação.
Mas ele não quis perceber,
Não aceitou a minha paixão.
Fui ter com a donzela,
Declarei-me dizendo o quanto a amava.
Ela deu-me um beijo ternurento,
Por ela, tudo deixava!
A situação era infeliz,
Minha apaixonada iria casar.
Dando-lhe um abraço carinhoso,
Disse-lhe que ninguém nos iria separar.
No dia do casamento dela,
Eu estava lá para o impedir.
Mas o pai dela era um rei muito poderoso,
E eu tive que fugir.
Casada a minha dama,
E eu a ser obrigado a casar,
Que solução haveria
A não ser me matar?
Peguei no meu punhal de prata,
Para meu coração trespassar.
Se não tenho meu amor por perto
Mais vale me suicidar!
Quando soube da notícia,
A donzela apaixonada,
Nem queria acreditar
Que o seu amor se matara!
Seguindo o seu coração,
E não pensando em mais nada
Pediu um a carrasco
Para ser enforcada.
Este, vendo a princesa,
Não aceitou a sua solicitação.
Mais tarde encontraram a donzela
Com uma seta no coração.
Este poema é um exemplo,
Que o amor deve prevalecer.
Por se amarem um ao outro
Estiveram dispostos a morrer!
Alexandra Silva, nº1, 7º E
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